10 dezembro, 2018

C. 23 meses

Tenho que começar por dizer que sou apaixonada pelas minhas duas gordinhas.

A minha C. é só assim a menina mais dengosa que conheço. Também conhecida por Tó, Tota ou Totinha.
Uma menina miminhos, que diz um "mamã" mais fofo de sempre... arrastado, mimado, que espero que fique para sempre na minha memória, acompanhado de beijinhos e muitos mimos.

Foi a mais preguiçozita para andar, começando aos 17 meses.
Agora tenta subir escadas, mas sai mesmo à mãe na preguiça e no rabo pesado.

Adora esconder-se em todo o lado, gosta de histórias, mas a sua grande paixão são os bebés. Dar colo aos nenucos, dar de comer, adormecer, cantar aos bebés... Adora... Empurrar carrinhos de bebé... enfim...

Mas é uma miúda de paixões. Tando se lhe dá para o amor, e é a primeira a agarrar a sua Mimi, como é a primeira a empurrá-la e a dizer Não.

Tem tanto de olhos lindos e grandes, como tem de safadeta. Bandida, como eu lhe chamo, e a M. também. 
É danada. Vai ser daquelas que faz tudo pela calada... portanto, igualinha a sua mãe... Tou bem feita com esta criança se não a ponho no sítio.
Se lhe levanto a voz, é choradeira na certa. Fica muito sentida... porque no fundo ela é um anjinho!...

Para comer, tem-se revelado cada vez mais seletiva, e meia esquisita. Pode ser da idade... mas a carne e peixe são um desafio. Adora bolos e docinhos. Mas não pede. Pede gogu (iogurte), pão, bolachas.

É uma preguiça também para falar. Sabe as coisas, mas se puder gemer e apontar em vez de falar, é o mais fácil. Fazemos o maior esforço para que ela diga o que quer. Mas ainda não faz pequenas frases, ou muito pouco... 

Dormir é que é bom. É praticamente um anjinho neste departamento... embora as sestas com um sono leve, pode dormir até 3hrs de sesta, e cerca de 10hr à noite, e seguidas!

Gosta de por totós na cabeça em vez dos ganchos. 
E adora transportar coisas pela casa. Andar com os seus nenucos para todo o lado.

E adora ir ao Parque. Agora, o regresso da escola é "Rua", "Páqui". E vai feliz.

07 dezembro, 2018

8 meses depois.

Faz (mais coisa, menos coisa), oito meses que não escrevo aqui regularmente.
Muitas vezes me lembro, e muitas vezes me fez falta.
Não refletir melhor, não registar, não partilhar...

Não queria ter outro ano assim... Não aconteceu propriamente nenhuma desgraça. Mas foi um ano de muitas mudanças. Muitas descobertas e aprendizagens...

Entre o meu divórcio (separação desde os 8meses das gémeas), cuidar das gémeas e acompanhar ao máximo o seu crescimento, e sair do meu trabalho de há 9 anos, não sei bem o que foi mais complicado...

Nesta fase sinto-me a pairar/marinar... queria uns dias para o tempo parar e reorganizar ideias.

As meninas estão óptimas! Quase a fazer 2 anos... e quem me dera ter começado a escrever aqui há um mês atrás! Porque agora estamos a entrar na fase das birras e eu nem quero acreditar! Há dias em que dou em doida...
Mas o balanço é só TUDO positivo! Como eu costumo dizer, é sempre a melhorar! Desde que nasceram que é só sempre a crescer esta relação entre nós. Tão boa...
Indescritível. E serem gémeas só acho que melhora tudo. Não consigo imaginar que fosse diferente esta vida...

Quero escrever sobre cada uma, e quero escrever sobre o nosso dia-a-dia.
Vamos a isso!! E voces falem-me :)

30 novembro, 2018

Carta à (filha da) minha médica

Olá... Desculpe a invasão... 
Era cliente da sua mãe, e soube hoje das notícias. Fiquei em choque. 
Nem imagino o que a família possa estar a sentir. Em mim fica um enorme vazio. Queria ter presstado homenagem à sua mae. Queria ter agradecido. Queria ter estado presente. 
Não tenho palavras para a amizade que a sua mãe mostrou. Mais que médica, mais que profissional, a sua mae foi minha mãe, amiga, conselheira. Acompanhou de perto todo o meu percurso de infertilidade e gravidez, e mesmo já não sendo a minha médica na gravidez (pq foram gémeas e fez questão de me encaminhar), esteve sempre por perto. Até no parto. 
Depois disso já pouco a vi (quase 2anos). Mas sempre a pensar... Tenho que lá ir. Não fui mais. E lamento muito. 
Guardo e guardarei para sempre a sua mãe no coração. Não esqueço o que fez por mim, o que foi para mim, mas o que vi sempre fazer pelos outros. Queria ter estado mais presente. 
Sou psicóloga, 33 anos, tenho 2 meninas. Quero deixar um abraço para si e para toda a familia. 
A sua mãe foi extraordinária na sua vida. Não duvide. 
Desculpe a minha ousadia, e se ela servir mais a mim do que a si... 
Um beijinho
PS - Estou por aqui... e espero em breve atualizar mais o espaço. Nem sei por onde começar! O que querem saber?

23 abril, 2018

E o regresso...

...é tão bom e tão confuso!
Elas passam estes dias com o pai, e depois quando eu regresso é o voltar à nossa casa, aos lugares delas, aos brinquedos, e às rotinas comigo.

Ficam felizes mas em modo dependência-total.

As duas querem a mãe, a toda a hora e para tudo. É bom! Mas altamente cansativo.

A C. das últimas viagens demorou mais de 2 semanas a recuperar... vamos lá ver como corre desta vez. Ela já é sempre muito mãe... mas pronto! Veremos...

Para mim é o matar das saudades, vê-las de repente a parecer duas meninas crescidas, cada vez menos bebés. Parecem que dão pulos cada vez que saio de casa.

Não é o ideal... estar fora tantos dias, mas é a minha vida. E vamos ter que a viver assim as 3. A aceitar e a perceber as necessidades de cada uma.
E eu sei que elas ficam bem quando não estou... simplesmente é tão difícil partir...

19 abril, 2018

being away...


Algumas vezes por ano tenho que me ausentar em trabalho...
Dias (uma semana), seguida fora do país, longe delas.

A pior parte é mesmo o dizer Adeus. Depois é só ser control-freak à distância... e o tempo vai passando, e os que ficam com elas vão tentando manter a rotina do dia-a-dia.

É difícil. E eu adoro viajar, sair, mesmo que em trabalho. Já o faço há 9 anos e por mim é para continuar.
Desde os 5 meses delas que já saí 3 vezes. É duro, não fica muito mais fácil...

Fico a desejar que elas não se ressintam comigo, e que se lembrem de mim.

*Saudades*

12 abril, 2018

Rotinas aos 15meses

15 meses acabados de fazer.
Mais engraçadas que nunca.

O trabalho (exigência) não sei... é diferente. Agora querem a nossa presença para se agarrar e começar a andar para todo o lado. Querem brincar, e querem companhia.
Começam a brincar uma com a outra e isso enche-me o coração.

As rotinas de sono estão bem estabelecidas, mas há que ter algum rigor em tudo isto. Não se iludam. Uma sesta inocente de 30 minutos de jantar é a vossa noite arruinada (ou seja, deixam de ter aquele "sossego" entre as 21:00 e a vossa hora de deitar).

A alimentação, que sempre foi um stress para mim, já está cada vez mais próxima de um normal, o que já nos deixa alguma margem nos almoços e jantares fora. Há maior variedade alimentar, embora mantenha os cuidados necessários a esta idade.

Ainda nem se pensa no largar das fraldas, mas já que falamos nisto, já se troca menos vezes de fraldas durante o dia. Agora cada vez mais fã das dodot (azuis e activity) por aguentarem melhor as noites. Mas as do pingo doce também são muito boas para o dia.
Talvez pela alimentação estar a mudar também a C. está menos presa dos intestinos, o que são óptimas notícias.

A creche é nossa amiga em todos estes processos de rotinas. Não há dúvidas...

Assim, um dia normal de creche:

08:00 - Acordar e leitinho na cama ou iogurte
09:30 - Pão  ou fruta na creche
11:30 - Almoço: sopa com proteina, 2º prato e fruta (inteira, triturada)
15:30 - Lanche: Iogurte de aromas e Pão OU Papa (alternado)
19:30 - Jantar igual ao almoço
00:00 - Leite

(se jantarem mais tarde ou almoçarem mais tarde, dou pão, bolacha, fruta no entretanto)

Aos 15 meses continuam só e apenas a beber um máximo de 150ml de leite. Nunca consegui que bebessem mais. Agora já não me choca... mas (ver posts dos meses depois de nascerem) já foi um grande stress para mim.
Estão no percentil 10 as duas, e por isso estão bem. Sempre a crescer :)

O leite que nos foi indicado pela pediatra seria um leite adaptado - Leite em Pó nº4, ou então Leite Gordo até aos dois anos. Perguntamos o que era melhor, e a pediatra disse o leite em pó. Então é esse que estão a beber para já. Sem grandes fundamentalismos. Se der jeito beber do nosso leite, já o farão.
Assim, e resumindo, beberam o leite 1 até aos 12 meses, e depois passaram para o leite 4.

Papa agora é mesmo a Cerelac normal (a que se prepara com água).

As sestas. Normalmente só fazem uma sesta por dia, depois do almoço, de cerca de 2:30/3:00. É o suficiente para elas. Ao fim-de-semana faço o mesmo... se bem que como almoçam mais tarde, acabam por vezes por estar mais rabujentas depois na hora de almoço... mas pronto.
Depois dormem bem na mesma :)

E acho que é isto... Como são os vossos? Ou eram nesta idade?


07 abril, 2018

Carrinho!!

O nosso carrinho continua a ser o maior e a dar-nos muitas felicidades!!

Podem ver os motivos da minha escolha aqui: https://ourtechbaby.blogspot.pt/2016/09/carrinhos-de-gemeos-iii-medidas-e.html?m=1
(e ali outros links de outros posts com considerações sobre outros carrinhos)

O nosso carrinho é o iCandy Peach3. E não tem um defeito para lhe pôr. Sim, é caro. Mas o caro que é compensa em comprar apenas 1 carrinho, e não estar sempre a querer trocar de carrinhos como ouço e vejo outras mães de gémeos a querer fazer.
As minhas meninas têm hoje 15 meses (vá... faltam só 3 dias para os 15 meses... não estou assim muito longe!), e usam o mesmo carrinho desde o dia em que vieram para casa.

Ponho o ovo (maxicosi) e dá para sair à rua. Ainda uso os ovos porque são o meio mais seguro de as transportar, e porque a cabeça delas ainda não passa os limites do ovo.
Desde o primeiro dia em casa que usaram as alcofas, e até para aí os 4/5meses, usavam sempre para as sestas.
Inclusivamente cheguei a sair de casa com as duas nas alcofas no carrinho, porque cabiam perfeitamente no elevador!! E elas iam deitadinhas confortáveis, e eu ia apanhar ar, tomar café, e fazer umas comprinhas.

Depois dos 5 meses, e quando começaram a sentar-se, comecei a pô-las nas cadeiras do carrinho. Desde que não fosse andar de carro e não precisasse dos ovinhos, ou então fosse dar passeios maiores, ponho as cadeiras e toca a andar.
Vão felizes e confortáveis.

O carrinho é super compacto. Não é super leve, mas também não é isso que lhes dá estrutura... e eu não ando propriamente com o carrinho na mão. Eu empurro o carrinho... e aí o que pesa são elas ;)

Posso dizer que todos os dias monto e desmonto o carrinho para as levar para a creche, e que funciona impecável.
Inclusivamente já me deram um carrinho lado a lado da chicco, e eu não gosto nada. Super difícil de manobrar, pesado, e largo! Não cabe em lado nenhum.

Eu dei prioridade à minha independência desde o dia 0. E não tenho qualquer dúvida que este carrinho não me deixa ficar mal. Sozinha faço tudo, passo em todo o lado, entro em qualquer elevador, passo em qualquer porta. É o carrinho de um bebé. Dificilmente as pessoas se apercebem que levo comigo 2 bebés... é sempre um fator surpresa :)

Este é o meu ponto de situação, com 15 meses de utilização... mas vou dando notícias :)

(PS - quase parece um post patrocinado!! Só que não.)

04 abril, 2018

O amor cresce.

Não imaginava que o amor podia crescer. Ao início imaginava-me com elas pequeninas para sempre. Mas agora vejo a piada que tem vê-las crescer e interagir - C. é bom?, E aquela resposta de abanar a cabeça.... oh meu deus!!

Sempre pensei que crianças com 1 ano já não eram bebés. 
Que já teriam rotinas estabelecidas nessa idade. Que o sono era contínuo, que a alimentação era serena... era só ensiná-los a andar. E eu vivi com crianças por perto desde pequena.

Agora rio-me de mim própria.
Ok.. não é clichê. Eles são bebés para sempre. Não há isso de datas certas para nada: nem para comer, nem para andar, nem para ter sonos certos. Há dias. Isso sim. Dias bons e dias menos bons. Há dias em que estão doentes, e há dias terríveis.

Eles têm o seu próprio ritmo. 
E eu com dois bebés gémeos vejo exatamente isso. E como são diferentes desde que nasceram... (basta ver os posts para trás). Não interessa se nasceram da mesma barriga, no mesmo dia, se comem a mesma coisa, se têm os mesmos pais, e o mesmo ritmo... 

Os cuidados continuam a ser os mesmos, e as preocupações também. Já me imagino com elas com 10 anos e eu a stressar a pensar se comeram e se têm fome. 
Acho que quando nasce uma mãe, fica formatada para estes pensamentos...
Mesmo sabendo que eles estão bem.

Nada a fazer! Elas crescem, e nós também.
Nós aprendemos a ser mais práticos, mais resilientes, mais relaxados, a tentar aproveitar o melhor.
E eles aprendem a dar-nos a volta. (e a ser fofos!!)