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27 fevereiro, 2019

O que não mata, mas mói...

Muitos eventos na vida nos põem a pensar sobre o que realmente é importante.
Se estamos a fazer um bom trabalho, se estamos a preparar bem o futuro, se estamos a acautelar todos os perigos.

Início hoje o que espero venham a ser um pouco das minhas reflexões sobre a parentalidade. Essa coisa que não nos mata, mas que mói.
(não espero que os posts sejam todos assim pesados... às vezes só ideias, às vezes umas dúvidas...)
Mói muito...

Dou por mim na rua a olhar para outras pessoas, e a pensar como criam os filhos. Como se organizam? Como tomam as suas decisões? Se estarão tranquilas com as suas decisões?
Se as minhas opções serão mais seguras que as delas?
Grrr... já sei que cada realidade é uma, e que cada um de nós se deve organizar e gerir dentro de cada realidade.

Mas enquanto mãe, e estando neste momento sozinha, dou por mim a pensar muitas vezes que raio de coisa estou a construir.

A Pediatra dizia-me noutro dia, que devemos acautelar o facto de, por estarmos divorciados, devermos ter cuidado com a sobreproteção das crianças. E ela tem toda a razão.
Como não as vejo todos os dias, tenho tendência a valorizar mais, mimar mais, proteger de mais. Fico a pensar se isso será uma coisa má... Não tenho uma resposta.

Sei que é do caraças para a minha organização pessoal, profissional e afectiva. É o que me custa mais. Não as ter todos os dias para mim.
Viver as suas dores e alegrias todos os dias foi aquilo para que me alistei quando decidi ser mãe. Dou por mim a pensar se sou menos mãe por isso.
Com certeza não me preocupo menos!! Só se for mais... constantemente agarrada ao telefone para saber se estão bem.

Quando irá parar este questionamento:
estou a fazer a diversificação alimentar de forma correta?
Devia dar-lhes ostras (exemplo super parvo ok.. só para perceberem!)
Devia comprar mais puzzles e jogos complexos?
Devia fazer outras brincadeiras?
Devia cortar radicalmente com a tv?
Devia ser menos rigida com as sestas e hora de ir dormir? Ou devia ser mais rigida? (miudos na cama as 21:00 é algo que ainda não consegui fazer!)

Como é que eu sei se estou a fazer as coisas certas?!

E, como lidar com as perguntas sobre a separação? Da parte delas é claro. Já perguntam, com frequência: "Hoje mamã?" Para confirmar se vão ficar comigo nesse dia, ou se irão estar com o pai. E como saber se estão a crescer seguras neste ambiente partilhado? (será que escolhemos o esquema certo para esta idade?)
Faço os meus possíveis para explicar tudo, e integrar a figura paterna nas rotinas, sempre que relevante. Converso e explico bastante.
Mas dado que só têm 2 anos, será que estão a crescer seguras? Confiantes?
Verdade que elas já conhecem esta realidade desde os 8 meses... mas não posso deixar de me questionar.

Não tenho respostas.
Talvez vá tendo ao longo do tempo.
Sintam-se livres de comentar, e/ou de se juntar a mim nestas deambulações.


04 abril, 2018

O amor cresce.

Não imaginava que o amor podia crescer. Ao início imaginava-me com elas pequeninas para sempre. Mas agora vejo a piada que tem vê-las crescer e interagir - C. é bom?, E aquela resposta de abanar a cabeça.... oh meu deus!!

Sempre pensei que crianças com 1 ano já não eram bebés. 
Que já teriam rotinas estabelecidas nessa idade. Que o sono era contínuo, que a alimentação era serena... era só ensiná-los a andar. E eu vivi com crianças por perto desde pequena.

Agora rio-me de mim própria.
Ok.. não é clichê. Eles são bebés para sempre. Não há isso de datas certas para nada: nem para comer, nem para andar, nem para ter sonos certos. Há dias. Isso sim. Dias bons e dias menos bons. Há dias em que estão doentes, e há dias terríveis.

Eles têm o seu próprio ritmo. 
E eu com dois bebés gémeos vejo exatamente isso. E como são diferentes desde que nasceram... (basta ver os posts para trás). Não interessa se nasceram da mesma barriga, no mesmo dia, se comem a mesma coisa, se têm os mesmos pais, e o mesmo ritmo... 

Os cuidados continuam a ser os mesmos, e as preocupações também. Já me imagino com elas com 10 anos e eu a stressar a pensar se comeram e se têm fome. 
Acho que quando nasce uma mãe, fica formatada para estes pensamentos...
Mesmo sabendo que eles estão bem.

Nada a fazer! Elas crescem, e nós também.
Nós aprendemos a ser mais práticos, mais resilientes, mais relaxados, a tentar aproveitar o melhor.
E eles aprendem a dar-nos a volta. (e a ser fofos!!)


28 março, 2018

Elas! (quase 15meses)

Tenho estado ausente mas nem por isso menoa ativa na maternidade!
Aliás, muito muito ativa!!

Fico espantada com as competências que as meninas ganham de dia para dia... Estão tão crescidas!!
A M. sempre mais despachada! Quase já anda. Agarrada a tudo, gatinha com imensa rapidez, põe-se de pé sem apoio, equilibra-se bem de joelhos. E está super engraçada. É uma bebé com piada! Super bem disposta, desafia-nos sempre para brincar e ri-se às bandeiras despregadas com qualquer parvoíce.
É muito exigente. Continua a ser mais difícil para adormecer. Mas já dorme até às 06:00/07:00 sem problemas! Só com o leitinho à meia noite que bebe sem acordar.

A C. é mais um bebé miminhos. Quer colo, é mãe-dependente. É um docinho de meiga. Com toda a gente, e em especial com a M.
Na rua faz as delícias de todas as pessoas com um sorriso e um olá muito fáceis. Come super bem e é uma delícia para adormecer.
Adora uns bons miminhos e quando se ri às gargalhadas é de derreter qualquer presente!

Juntas enchem-me o coração.
Não vivo para elas, e a minha vida tem sentido para além da maternidade. Mas não haja dúvidas que são o meu mais-que-tudo, a minha prioridade acima de todas as coisas, o meu amor maior (e o mais pequenino também).

Dão trabalho, esgotam-me as pernas, os braços, a carteira e a cabeça. Mas não queria viver sem elas nem um segundo.
São a melhor parte do meu dia. 

10 dezembro, 2017

Carta à M. 11 meses

Meu furacãozinho da mãe.
Estás uma menina super mexida e despachada. Ainda antes da tua irmã te nasceu o 1º dente - 21 de novembro 2017.

Já não te consigo vestir nem mudar a fralda sem que te mexas 50 vezes. Tens imensas cócegas e é tão fácil brincar contigo.
És esperta que nem quê, e super aventureira e destemida. Achas imensa graça às situações com suspense, e ris imenso!!

Não ficas doente, nem ranhosa, parece que tudo te passa ao lado.

Nas comidas sais à mãe, não podes ter fome, se não ninguém te aguenta! Mas não és de comer muito. Sem ser fruta, não consigo dizer que adores mais alguma coisa. Comes o que te dermos, sem grande motivação. Mas quando tens fome e te damos de comer fazes os sons mais fofinhos de sempre!! hmmmm.....hmmmm....
"Aprendeste" (ou o teu avô reforçou este teu comportamento por se rir às gargalhadas sempre que tu fazes isso) com o teu Avô a "cuspir" a comida... tem IMENSA graça quando nos sujas todas!!!...

És apaixonada pelo teu avô. Se ele está presente, já ninguém te interessa mais. É só ele, e só colinho. Mas quando tens saudades da mãe também gostas muito de colinho. Vê-se que nos reconheces bem, ... há dias não conseguias parar de saltar entre o meu colo e o da avó T., tal eram as saudades nossas...

És uma energia contagiante, e que nos esgota... qualquer dia não tenho força para ti porque tu não paras!! Estou morta para que a tua madrinha chegue para o Natal, e para te por (ainda) mais despachada :)

Roubas tudo à tua irmã... sejam brinquedos, chupetas, cremes... a maior parte das vezes não lhe fazes uma festa... mas também não te importas nada que ela te mexa. Outras vezes também tentas agarrá-la! Já mostras algum ciúme se lhe pegamos a ela ao colo e a ti não!

Roubaste o meu coração. És o meu amor pequenino para sempre.


02 maio, 2017

O bebé tem sempre razão.

Aqui em casa este é o lema.
E com 3 meses apenas, esta é uma verdade inteira (vá... a 95%).

E que saudades tenho da minha Avó Teresa quando constato isto. Ela devia ter escrito um livro... e eu espero ter absorvido dela o máximo de informação possível... ela, como a minha mãe também é um bocado, era um Baby Whisperer. Tipo aquele dos cães, estão a ver? A minha mãe, chega a calar uma bebé em 15 segundos, quando eu estou há 10 minutos com ela a chorar!...

Não sou nenhuma perita em bebés. Estão são as minhas primeiras filhas e estou a aprender tanto (mas tanto!) sobre a maternidade com elas.

Pode ser que estas minhas filhas sejam uns verdadeiros anjinhos (em breve um post sobre as diferentes rotinas que já tiveram), mas acho que deu para perceber que nos primeiros três meses dos bebés, se eles choram é porque alguma coisa não está bem.
Por mais que seja frustrante para uma mãe ouvir um bebé chorar e não o conseguir calar, temos mesmo que fazer um esforço por os compreender e tentar acalmar. Mais tarde ou mais cedo vamos perceber que era sono, gases, ou algum desconforto.
E o bebé tem razão.

Com duas bebés aprendi a perceber que cada uma tem mesmo os seus hábitos e manhas... mas isso não faz deles mimados. Faz deles seres humanos, a adaptarem-se a um mundo novo. E temos mesmo que ter paciência...
E também aproveitar! Pensam que eles vão querer para sempre um colinho e beijinhos sem fim?? E que vão ter aquele ar angelical para sempre? Não...
Eventualmente aparecem as birras, e o choro de mimo.
E as mães conseguem perceber perfeitamente isso a acontecer.

Então aproveitem bem os primeiros três meses. A mim sempre me foram dizendo: "Agora é que é difícil, depois fica mais fácil". Mas acho que me andaram a mentir... eu acho que os primeiros meses foram mais fáceis (não por isso menos trabalhosos), mas a partir de agora, é que vão ser elas.
Agora que já nos conhecem. Agora que passam mais tempo acordados. Agora que já sabem o que é colo, e mimos. Agora é que vão ser elas... Estarei certa?

26 fevereiro, 2017

Vida.


No ventre de uma mulher grávida, dois bebés falavam:

- Acreditas na vida pós-parto?

- Claro. Tem que haver alguma coisa. Se calhar estamos aqui a preparar-nos para o que vamos ser.

- Disparate! Não há vida depois do parto. Como é que seria verdadeiramente essa vida?

- Não sei, mas com certeza deve haver mais luz que aqui. Talvez até consigas andar com os próprios pés e comer com a própria boca.

- Isso é absurdo! Andar é impossível! E comer com a boca!? Completamente ridículo! O cordão umbilical é que nos alimenta. Só te digo isto: A vida após o parto não é possível. O cordão umbilical é muito curto!

- Eu cá tenho a certeza que há alguma coisa. Com certeza apenas diferente daquilo a que estamos habituados aqui.

- Mas nunca ninguém voltou de lá para contar... o parto é o final e mais nada! Angústia prolongada na escuridão.

- Bom, não sei como é que vai ser depois do parto, mas tenho a certeza que a Mãe vai tratar de nós.

- Mãe? Acreditas nisso!? E onde é que ela supostamente está?!

- Onde? Em tudo à nossa volta! Vivemos nela e através dela. Sem ela nada existiria.

- Eu não acredito nisso! Nunca vi Mãe nenhuma porque simplesmente não existe.

- Então, mas quando estamos em silêncio não a consegues ouvir cantar e falar? E não a sentes a afagar o nosso mundo? Sabes, eu acho mesmo que nos espera a vida real e que esta é só uma preparação para ela...

- Esquece! Isso são aquelas tretas da fé...

(autor:??)

06 fevereiro, 2017

1 ano de Concepção

O fim-de-semana foi agitado.
Não foi por isso que deixei de me lembrar que no sábado, dia 4 de Fevereiro, fez um ano da punção que me trouxe as minhas meninas.
É estranho pensar que foi há já um ano que elas, e outros 9 embriões foram concebidos. 
Lembro-me perfeitamente dessa quinta-feira.
Estou tão grata por toda esta experiência...
Pelas pessoas que conheci!... por tudo...

A vida é uma loucura...
É engraçado como dizem que tudo muda depois dos filhos... e é verdade! Mas não é nada assustador. E é tão melhor... se calhar já tinha pensado em tudo isto é previsto tanta coisas antes de elas acontecerem... que agora tudo me sabe tão bem... tudo me parece tão natural. E é mesmo algo que cresce e se constrói.
Agora só quero que elas cresçam e comecem a interagir mais connosco! Estas meninas trazem o melhor de todos nós ao de cima. E é tão bom :)

Estou orgulhosa deste nosso percurso. É preciso ter coragem... mas é tão compensador...

19 janeiro, 2017

Pensamento...

Já não bastava a infertilidade, ainda tenho que lidar com um bebé internado na UCIN??
E outro bebe em casa.

Sinto sempre que não estou em lado nenhum, e que ambas me têm a correr.
Nas horas que estou na maternidade sou só para a M. Mas o ambiente é muito controlado, há os fios para tomar conta, a temperatura da bebe, a sua alimentação,... o espaço/tempo para mimos é pouco e muitas vezes interrompido pelo staff... (atenção não me estou a queixar!! A M. tem as melhores "tias" a cuidar de si!!)

A C. basicamente tem-me durante a noite (que divido com o pai). De resto entre tratar de papeladas, comer e descansar um pouco, o tempo passa e eu chego ao fim do dia e não sei o que fiz...

Estou muito muito grata pelo apoio que família e amigos nos têm dado (avós, bisavó, tios e primos!). Sem eles não seria possível fazer 1/3 daquilo que fazemos.

Cada dia que passa, é menos um dia destes complicados. Fé (e muitos biberões!).

04 outubro, 2016

Gravidez: esse estado de graça II

23 semanas e 2 dias (ajustado na última eco).

E é mais ou menos isto...
Não é que todos os dias sejam maus... mas há dias em que me sinto mesmo grande, pesada.
E ainda me faltam 3 meses (mais coisa, menos coisa). Só de pensar em 3 meses de barriga a crescer, e eu cada vez mais limitada, frito um bocadinho a pipoca!
Tenho tentado estar mais calma nas minhas rotinas, mas não sei por onde mais é que se pode abrandar. 
Tive dois dias a semana passada que mal me conseguia mexer... não sei se já eram as contrações de treino, sentia a barriga super dura sempre que não estava deitada.

Imaginem estar deitada quando chegou a encomenda do IKEA, e é preciso começar a re-organizar toda a casa. Dá cá uns nervos!! 
E ter que ir tratar do carro (o meu lancia y lá vai ter que seguir o seu caminho que eu com 2 bebés, respetivos ovinhos, carrinhos e tralhas, não ia longe...), e estar sentada nos stands!... Enfim...

Uma gravidez de gémeos é uma gravidez de risco. E eu já sei. Já sei que tenho que estar mais sossegada, e é se quero que elas crescam bem, e que aqui fiquem o máximo de tempo possível. Mas não é fácil... 

Só queria fechar os olhos e que já fosse dia 10 de Dezembro. Pode ser? 
Porquê dia 10 perguntam vocês? Porque faço anos de casada, e porque adoro a época do Natal :) Daí para a frente já podia voltar a viver a gravidez (com uma forte esperança de que ela já não se estendesse por muito tempo).

Como já disse várias vezes, a gravidez é um meio para um fim
E por mim esse fim podia chegar já agora, e eu ia ser muito feliz!

Perguntam algumas pessoas: mas não estás a adorar estar grávida? Não querias estar grávida? 
Sim, eu queria engravidar, queria passar por tudo isto, com o objetivo de ter filhos. Não de viver a gravidez... 
Também não digo que não me volte a por a passar por isto!... Mas não tem assim tanta graça sentirmo-nos limitados, cansados, doridos... sem ter o que vestir. E estar sem trabalhar em casa, há tanto tempo! Grrrrrr..... Bem ponho a conversa em dia com todos os colegas e amigos, mas ninguém tem tanto tempo livre como eu!...

E sim... daqui a uns meses vou desejar poder dormir e descansar à vontade, e desejar ter mais uns minutinhos só para mim... Mas por agora só queria mesmo fechar os olhos e acordar em Dezembro. Pode ser?

(ver Gravidez Esse Estado de Graça I)

27 setembro, 2016

Reconhecimento.

No domingo passei de carro pela Clinica AB. 
Não pude deixar de me emocionar... ao fim de 4 anos de tentativas foi ali que conseguimos o nosso positivo. 
Foi ali que também tivemos altos e baixos, e foi ali que depois de sorrisos e lágrimas conseguimos esta gravidez, estas meninas.
Estou eternamente grata a todo o staff que trabalha para aquela Clínica. Não podiam ter sido mais profissionais e mais humanos. Mais sinceros e mais empáticos. 
De todo o coração estou grata. E pretendo fazer-lhes chegar esse mesmo agradecimento. E visitá-los com as nossas bebés assim que nos seja possível. 
Deus acompanhou-nos a todos neste processo. 
Que continuem a fazer muitas e muitas famílias felizes (e possíveis!!).

04 setembro, 2016

Gravidez: esse estado de graça.

19 semanas e 3 dias.
[Nota: adoro que a gravidez me venha trazer os meus doces, queridos e muito desejados bebés.]

Hoje atiro à sinceridade.
Não sei de onde vem esta expressão de estado de graça, e não, não é a primeira vez que me ocorre este pensamento.
Até hoje (e já vou seguramente em mais de metade da gravidez) ainda não senti o que é este estado de graça...
Entre o stress e a ansiedade do início (e de alguns dias), os enjoos, o mal-estar, as mudanças, as mil opiniões de toda a gente, engordar sem ver que seja uma barriguinha de gravidez (a maior parte dos dias), as dores nas costas, o facto de não estar a trabalhar, nada disto me soa a um período de graça.

Tenho os meus momentos de felicidade, mas hoje não é um deles. Hoje deu-me para chorar por tudo e por nada... eu que até hoje não tinha sentido grande diferença no meu estado mental... agora a gravidez veio mexer com as minhas bolsas lacrimais... e com um feitio que nem eu me aturo. Não quero ver ninguém, nem saber de ninguém, nem falar com ninguém.

Sobra o meu (querido) A. que me aturou hoje todo o dia sem saber porquê nem como é que eu fui ficar assim...
O pior é que nem eu sei.

Quero ser madura e crescida, ser uma mulher decidida e ir fazendo tudo direitinho nesta gravidez. Mas hoje é um dia Nâo.

Hoje só quero ser uma mulher com filhos, e despachar este assunto. Ter a minha família. Pode ser?

Onde está a graça?!

20 maio, 2016

Uma semana...

Apercebi-me agora de que dentro de uma semana já fiz o Beta-HCG, e a esta hora até já provavelmente saberei o resultado!!
É "assustador", mas por outro lado, espero que seja muito muito bom! :)

5º Dia - TEC

Ao contrário do que previa tenho estado mais ausente por aqui. Mas tenho-me sentido bem, fisica e psicologicamente.
Estou positiva e animada. Estou mesmo crente que os meus dois projetinhos estão aqui a querer ficar agarradinhos e a crescer.
Às vezes falo com eles, dou-lhes festinhas. Imagino-me a ter um resultado positivo no beta-HCG.

Tenho estado quase sempre por casa, a entreter-me. Muito tempo sozinha, que não gosto tanto, mas sempre acompanhada no coração.
Já vi filmes, bordei, trabalhei, dormi, li, joguei, e comi!! Meu Deus... parece que não faço nada e estou sempre a comer... espero não ficar uma bolinha... E continuo sempre com sede.

Em termos físicos tenho sentido umas cólicas ligeiras e passageiras desde o 3º dia... ontem deu-me a impressão de estar com tensão mamária também muito muito ligeira... mas não quero estar a ligar-me demais a estes "sintomas"... podem ser muita coisa. E não os conseguimos controlar...

Prefiro concentrar-me em pensar e fazer aquilo que eu posso fazer para ajudar neste processo. Relaxar os musculos da barrriga e não fazer esforços. Agora não pensem que isto é uma maravilha... estar de repouso é estar dorida nas costas, braços, sei lá mais onde!...Mas é por uma boa causa :)
Também deixei (praticamente) a cafeína... é duro.. mas como estou por casa sempre posso fechar os olhos quando me apetece.

Vamos ficando positivas, manter o espírito lutador! Go TEC Team :)

15 maio, 2016

Os clichês do pós-transferência:


  • Come ananás
  • Mantém os pés quentinhos
  • Come Physalis
  • Come proteínas
  • Não pegues em pesos
  • Faz a massagem da fertilidade
  • Não conduzas
  • Pensa positivo
Acrescentam mais algum??

Gostava de cumprir tudo! Vamos a isso??

01 maio, 2016

Mixed feelings...

1o de maio...
Hoje é domingo, é dia da mãe.
Tenho o maior respeito por este dia. Por Nossa Senhora, pela minha mãe, as minhas avós, tias, e todas as figuras maternas da minha vida.
Contudo nos últimos anos tenho-me debatido com este dia, por confronto comigo própria, as expectativas sobre a minha vida e o ponto onde já esperava ter chegado... E não cheguei.
Ainda assim este ano enchi-me de coragem e pensei que ia passar despercebido... Tive uma comunhão e não ia estar com a minha família quase todo o dia.
Mas saiu-me o tiro pela colatra... 
De entre diversas situações, o Sr. Padre falou pelas mulheres que ainda não conseguiram ser mães... E eu não me aguentei. Estou de lágrima fácil....
É mesmo um assunto difícil. 
E não consigo dizer mais nada. 
Hoje rezo por todas nós.

20 abril, 2016

Uma doença. (as coisas pelos nomes)

(do Instagram)


A todos os que um dia já me disseram:


"Vão fazer umas férias juntos que vais ver que vai resultar, num ambiente sem stress"

"Bebe uns copos e relaxa
"


"Quando deixares de pensar nisso é que vai acontecer. Conheço 3500 pessoas a quem aconteceu assim"

"Começa a tomar a pílula e pára a meio do mês. Se as adolescentes engravidam assim, tu também consegues"

"Toma isto"


"Tens que ter relações várias vezes por dia"


"Vai acontecer quando menos esperares"



"Tu tens é que relaxar!!"


E sabe lá Deus mais o quê...

POR FAVOR!!!

Respeitem, ofereçam o vosso ombro amigo para conversar, para sair, perguntem se precisam de dinheiro (se puderem ajudar), que tipo de ajuda já procurara. Perguntem como está a vida do casal.

Não assumam que as pessoas que estão com dificuldades em engravidar já não pensaram em todas as ideias do mundo. Acreditem que já esgotaram mais possibilidades do que vocês imaginam. Que muitas lágrimas já caíram.


Até chegar ao ponto em que vocês se perguntam: Então a Felisberta e o Ambrósio não vão ter filhos? - já eles se debateram diariamente com essa questão por meses a fio.

Assumam para vocês que a infertilidade é uma doença como outra qualquer.... Sujeita a tratamentos com fases... E que, pode, ou não, ser bem resolvida, e que isso pode depender de tantos e tantos factores!!!...

E que esta, como qualquer doença, exige procura de ajuda especializada, ajuda médica! Não procurar ajuda, e usar mezinhas, e creminhos, só vai atrasar o processo de diagnóstico do problema. Depois do diagnóstico façam o que entenderem com a informação que tem!

Se vocês querem, podem ser parte da solução. (Usando algumas estratégias, como por exemplo as que indiquei em cima).

Se não se querem envolver, o silêncio funciona muito bem para estes casais. (desde que não se entre na Conspiração do Silêncio... - não falar deste tema mas evitar falar de todos os assuntos que façam lembrar de: gravidezes, ou de crianças, ou de bebés, etc.)

Mas não sejam parte do problema. Não inventem soluções. Antes de falar, questionem-se.

Os casais agradecem.

01 abril, 2016

Abril.

Nem acredito que chegou abril.
Foi rápido... e apesar de não ir ser um mês de transferência, já estou a contar com alguma "agitação" - início da pílula, nova menstruação, e talvez a primeira eco de monitorização para agendar a transferência dos meus criopreservados...

Fisicamente já me tenho sentido melhor, sem aquela agitação da ovulação. Contudo o meu humor anda no ponto... assuntos de família e trabalho enfim! Agora estou só a contar com o TPM para animar ainda mais um bocadinho!!

Estive a dar uma vista de olhos pelo blog, e dei conta que nunca descrevi a minha punção... que altura de loucos... aquelas hormonas estavam a levar a melhor de mim e estava em modo automático. AO ler os posts daquela altura nem me faz muito sentido que estivesse triste... mas pronto... a verdade é que não contava com tantos folículos (o que fo bom), mas foi mau pela hiperestimulação, e pela dúvida de fazer a transferência.
Tenho que ver se o faço!!

Na altura, escrevi aqui que talvez fosse melhor adiar a transferência. E se calhar tinha sido mesmo... temos que confiar nos nosso instintos.

De resto, mantenho o meu trabalho mental de pensar positivo (embora não ande a pensar muito nisto), e quero apostar numa visualização de mim grávida. Vou fazer o meu trabalho de casa!!

Sobre a medicação a fazer, neste momento mantenho as vitaminas pré-natais e é só!
Neste meu novo calendário tenho prevista a TEC para o dia 5 de maio (mais coisa, menos coisa).
A ver se é desta?


24 março, 2016

Hormonas!

As minha hormonas andam aos pulos!
Eu devia começar a tomar a pílula na próxima menstruação, para no ciclo seguinte começar o estrofem para fazer a TEC. 
Já tinha as contas feitas e estava tudo pronto na minha cabeça. Este sábado começava a pílula (porque me aparecia a menstruação) e depois era modo automático até fazer a transferência no dia 25 de abril (mais dia, menos dia).

Mas as minhas hormonas não estão a colaborar. Estou com dores e tenho andado com a sensação de estar a ovular... Se isto atrasar tudo são mais ou menos dez dias de atraso. Sim, pode não parecer mas para quem está à espera é muito...

Raio da estimulacao... Devia ter começado logo a pílula para acalmar os ovários. Agora os meus ovocitos parecem pipocas a estalar!! Ai ai...

Mas estou à espera sem estar... Tenho andado bem ocupada, e a concentrar-me na vida que acontece entretanto.

E eu a achar que já tinha arrumado as hormonas no seu canto?! Devem estar a achar imensa graça elas....

13 março, 2016

Missão: Acreditar


Hoje tive um fantástico jantar com um grupo de amigas novas.
Foi uma lufada de ar fresco. Faz-nos querer acreditar no nosso destino.
E que há um destino traçado para nós. 
Mas vale a pena ser positiva. Acreditar. 
A vida é feita por nós. E é feita de escolhas diárias.

Ainda estou a tentar lidar com isto... Apesar de ser fácil entender não é fácil de aceitar. Aceitar que vai correr melhor. Acreditar que é possível...
E olho para um calendário - tantas e tantas vezes - conto os dias, e falta tanto tempo. 
Tudo se vai fazendo de pequenas batalhas... mas nem sei se fique por aqui, ou se me afaste um pouco...
Daqui a um mês ainda vai ser só conversa... Com uma pílula à mistura, é certo, mas só conversa. 

Enfim... A minha missão neste mês é acreditar (não me boicotar, decidir ser feliz, pensar positivo, acreditar em finais felizes). 

Vamos a isso?

11 março, 2016

What if... ?



Não é possível ... E não é negociável.
Neste momento penso que é isto que tenho que encaixar na minha cabeça. 

E tenho que PARAR com pensamentos idiotas!! Estou constantemente (e inconscientemente) a fazer uma coisa que me prejudica muito... Estou sempre a pensar em coisas do género:
Se eu não fizer nenhum teste caseiro é que vou conseguir! 
Se eu não contar a ninguém é que vou conseguir. 

Ou 

Se eu comer ananás é que vai dar.

Ou

Eu nunca vou conseguir porque (razão estupida inventada no momento)

Mais alguém se boicota assim como eu?? Mas quem é a anormal que faz isto???
É que só me faz mal... Tenho que acabar com isto é rápido...
Ter fé sem limites. Acreditar sem "ses". 

Tenho que reprogramar este cérebro...