17 abril, 2017

Blogue Privado

Por diversas ordens de razão irei tornar este blogue privado.
Assim, caso queiram continuar a acompanhar-nos (serão muito bem-vindos!), terão que me indicar o vosso e-mail para que vos possa adicionar como leitores autorizados.

Espero que me compreendam.
Escrevam-me com o vosso e-mail: our.tech.baby@gmail.com, ou em resposta a este post.


15 abril, 2017

12 abril, 2017

Pior parte I

A pior parte de ser mãe de gémeos é não conseguir pegar ao colo nas duas, e consolá-las quando têm cólicas ao mesmo tempo :(

10 abril, 2017

Carta à C. 3 meses

A nossa bebé gorduchinha.
A bebé mais simpática que há. Sorris para todos, e derretes todos com o teu sorriso e conversa.
Estás sempre bem, e melhor ainda com a tua chuchinha.
És muito selectiva a comer, e enganas toda a gente com as tuas bochechas :) Eu costumo dizer que deves engordar só de ouvir falar em comida... porque eu não sei onde foste buscar os teus 5kgs de gente!...
Adoras tomar banho. Deitas a cabeça toda para trás e para os lados à procura da àgua. Entras e sais do banho feliz. Vais ser um peixinho no mar.
Quando não estás bem esbracejas muito, e sacodes as pernas! É uma agitação só!... Adoras o colinho, e quem me dera ter mais força para te pegar. És um docinho e gostas muito de festinhas na cabeça.
Se pudesse andava sempre contigo.
Acho que não gostas muito de andar de carro... ainda não fizemos viagens muito longas.. mas cá me parece que não é a tua coisa preferida!
És o nosso amor maior.

Carta à M. 3 meses.

Filha... que vivacidade a tua!
És a que está sempre acordada. És uma bonequinha. Estes meses cresceram as tuas pestanas, e que gira estás mais rechonchuda. Tens as bochechas do pai, diz a Pediatra.
A mãe só fala em arranjar um pano para andar sempre contigo. Continuas a ser o nosso bebé-portátil, por comparação à tua irmã.
Sorris quando falamos contigo, e já queres palrar.
Gostas muito do colo, e és muito exigente para todos os que lidam contigo - sabes bem o que queres, e ainda sabes melhor aquilo que não queres.
És resistente ao sono, e a nossa maior consumidora de Aero-Om.
Gostas muito que te cantem. Para saber se não estás bem, é fácil, ou estás a gemer, ou a chorar.
Cortar-te as unhas é como arrancar-te um dedo... mas acho que é porque não gostas de te sentir presa.
És o nosso amor pequenino.

09 abril, 2017

por Henrique Raposo.

O casamento não traz felicidade

07 abr, 2017• Opinião de Henrique Raposo

Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.O amor não é fofura, é ringue de boxe.
Pensar que o casamento é sinónimo automático de felicidade é talvez o grande erro da minha geração. O “feliz para sempre” é um equívoco, porque transforma o casamento numa sala de chuto de afectos, fofuras e sonhos. Pior: transforma o casamento real num prolongamento de um casamento idealizado ao longo do namoro. Ou seja, o “feliz para sempre” é a eternização da paixão adolescente. Um sarilho, pois o casamento é outra coisa, é uma aliança entre duas pessoas que se amam para lá dos afectos flutuantes.
Quem é casado sabe do que falo: há anos bons e há anos maus. Se pensarmos apenas na nossa emoção, no nosso prazer, na nossa realização pessoal, há momentos muito duros no casamento. Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.
A relação do casal e o próprio trabalho vão para o banco do pendura, ao volante ficam as fraldas, os banhos, as birras, as noites mal dormidas, a inexistência de férias ou viagens, etc. Mas são estas alturas sacrificiais que definem a força de um casamento. O amor não é fofura, é ringue de boxe.
Hoje procura-se a felicidade no sentido do prazer imediato e pessoal. E espera-se que o casamento seja um fornecedor desse prazer centrado no “eu”: os filmes e as séries da HBO que o casalinho vê no sofá, o sexo, as viagens que o casalinho anuncia no Facebook, os concertos e festivais de verão, etc. Sucede que o casamento não é esta passerelle.
Como diz Tiago Cavaco no livro “Felizes para Sempre e outros equívocos”, o casamento implica “abdicar de coisas que nos agradam”. O casamento não é sobre nós, é sobre os outros que nos rodeiam. Nós não casamos para sermos felizes, casamos para fazer os outros felizes. O casamento não é um espelho do nosso prazer, é um pilar de outras pessoas: é um pilar dos filhos que geramos e criamos, por exemplo. E, se é um pilar de infâncias, também é um pilar de velhices: um matrimónio também é um amparo dos sogros que se herdam.
Ora, ser este pilar implica um espírito de renúncia que é a negação perfeita da nossa cultura centrada numa felicidade entendida como prazer. É por isso que temos uma taxa de divórcio de 70%. É caso para perguntar: apenas 30% dos casados da minha geração compreendeu que o casamento é o início da vida adulta e não um prolongamento da adolescência?
Moral da história? É importante refazermos o conceito de felicidade. O casamento ensina-nos a procurar a felicidade nos outros, nos filhos que crescem, na ajuda que se dá aos sogros, na ajuda que se recebe dos sogros, nas provações que se superam em conjunto – as ânsias profissionais, o aperto na carteira, as querelas familiares, a unha do pé encravada, a quimio, aprender a lidar com o feitio do outro, etc. Se quiserem, o casamento comporta a felicidade tal como o maratonista a entende.
Quem já fez ou faz atletismo sabe do que estou a falar: correr longas distâncias não dá prazer; ver um filme, ler um livro, estar na praia, beber um vinho – tudo isto dá prazer. Mas correr 40 km não dá prazer, dá dor. Porém, quando acabamos uma corrida assim, sentimos algo que está para lá do prazer, sentimos uma força que vem do princípio do tempo, sentimo-nos abraçados por uma força que vem do tempo em que coisas ainda nem sequer tinham nome.

02 abril, 2017

Singularidade nos Gémeos.

Que tema mais complicado...
Sempre pensei nisto durante a gravidez... apesar de ter tido uma gravidez bi-bi (gémeos falsos), ia ter dois bebés irmãos, que iam nascer ao mesmo tempo. Não sabia se iriam ser do mesmo sexo ou não, mas, caso isso fosse acontecer, como iria eu (e a minha família) fazer para criar duas pessoas respeitando a sua individualidade, sendo que iam fazer (praticamente) tudo ao mesmo tempo??

Não é fácil.
Ainda para mais, quando é tão mais conveniente fazer tudo igual.

Quando estava grávida pensava muito que não as queria vestir de igual. Disse isso a toda a gente. Hoje em dia, na prática do dia-a-dia,isso é muito mais fácil. Na verdade não tenho que pensar tanto, é só pegar e andar. Mesmo nas lojas (apesar de às vezes ser difícil arranjar os tamanhos iguais - tenho sorte que tenho uma mini-M e ando com os tamanhos de roupas delas desencontrados), é mais fácil, e vamos lá ser verdadeiros, também é muito giro vesti-las de igual.

Mas ao mesmo tempo não sei se gosto quando as pessoas as confundem... e eu tenho uma (quase) loira e com menos 1kg do que a minha morena!!!
Quero que sejam duas pessoas, e que sejam respeitadas na sua singularidade e individualidade. Ainda não sei muito bem como, mas vou tentar fazer por isso.
Talvez assinalando/celebrando as diferenças entre elas, e tentar ir adaptando as nossas atitudes à maneira de cada uma.

Mas não sei se quero chegar ao ponto (limite) da nossa pediatra da maternidade.
Na consulta de follow-up que tivémos aos 2 meses, ela disse que as devíamos vestir sempre de forma diferente, devíamos ter alturas em que saímos de casa só com uma (deixando a outra em casa - aos cuidados de quem?), devíamos separá-las naquilo que pudessemos. Ressalvou o facto de que é importante que toda a gente as distinga bem, e celebrou o facto de termos posto nomes bem diferentes às meninas.
Ora... vamos lá escrutinar isto...
Eu concordo perfeitamente que temos que respeitar o feitio, e gostos de cada uma. E que elas não são uma só pessoa. Aliás, desde que nasceram que se vê logo que são bebés bem diferentes. Concordo com as questões da roupa, e com o facto de que toda a gente (para além dos pais) deve conseguir distingui-las bem - um à parte - não acham que só por se usar a palavra "Gémeos", há logo pessoas que acham que os bebés são iguais e não os consegue distinguir?? Ridículo no caso das minhas meninas que são tão diferentes... enfim!!

Sei também que, no futuro, vão existir atividades em que uma nos quer acompanhar mais,e a outra vai querer ficar em casa a ver bonecos ou a jogar qualquer coisa, e que iremos sair de casa só com uma bebé/criança - e ainda bem!! Tempo personalizado só com uma é bom para todos!
Mas, aos 2 meses, qual o benefício de sair só com uma bebé para comprar pão?? Não me sinto mais capaz de sair de casa só com uma, sabendo que poderia perfeitamente ter saído com as duas.
Ainda para mais... eu nasci numa família em que tenho 3 irmãos. Nunca fui filha única... não sou gémea, mas a minha mãe teve 4 filhos entre 1982 e 1987... por isso somos todos muito próximos, e eu sempre andei com a minha irmã para todo o lado. Claro que às vezes calhava sair só com um dos meus pais, mas nada disso era feito de propósito. E nunca me senti mal... sempre senti que havia tempo e atenção para mim.
Acho que as crianças devem crescer com o sentimento da família, e com a maravilha que é ter um irmão. E isso é saber partilhar, e saber estar juntos. Respeitar os momentos de cada um, não obriga a que tenhamos que estar separados.

Os pais de gémeos que andam por aí que me ajudem... Como fazem com os vossos filhos?
Estarei a pensar de forma errada?

28 março, 2017

Sair de casa.

Sair de casa com um carrinho de gémeos é uma atração.
Parecemos uma coisa estranha... é giro os olhares, os comentários e as conversas que acabamos por ter à conta de termos 2 bebés pequenos.
Somos principalmente abordados por pais e avós de gémeos, ou por pessoas que sejam gémeas!
Mas não é isso que me faz escrever este post. Este post é sobre sair de casa com as gémeas, mas SOZINHA!!

Sim. É possível. Com um mês eu saí de casa com elas sozinha. Não é fácil pensar no assunto, porque é muita logística - principalmente para quem nunca foi mãe, como eu!
Montar o carrinho (neste caso o meu com os adaptadores diferentes - ver AQUI), por as miúdas nos ovos, arranjá-las, preparar o saco das fraldas, e mentalizarmo-nos para o põe-tira ovinhos (se sairmos de carro), e ainda ter forças para ir fazer o que vamos de facto fazer à rua.

Tenho saido com elas, mas confesso que as vezes também o evito fazer: porque ainda são pequenas (e uma vez que fomos dar uma volta ao parque, apareceram constipadas no dia seguinte - coincidência?), e por todo o trabalho que dá.

Mas devo dizer que temos que resistir a esta preguicite!! Faz bem aos pais e aos filhos!! E como eu já disse, é mesmo giro ver a reacção das pessoas... dificilmente passamos despercebidos... Embora como o nosso carrinho é tão compacto, as pessoas às vezes só percebem que são gémeos depois de já estarem especadas a olhar!

Conselhos para sair de casa sozinha(o) com os bebés:
- sair nos intervalos dos biberões
- se for para consultas médicas, ter roupa fácil de vestir e despir
- ter sempre o saco de fraldas pronto
- fazer percursos curtos
- levar sempre o Aero-Om (nunca se sabe...)

Na verdade nunca mudei uma fralda fora de casa nestes passeios sozinha... elas adormecem com o balancear do carrinho, e passam quase o tempo todo a dormir, pelo que nem as tiro dos ovinhos/alcofa. Isto deve servir de reforço na vossa confiança... os bebés adormecem com o embalo, pelo que sair de casa com eles, é quase sempre uma boa opção!

Uma vez que ainda estamos no inverno, e estas bebés apanharam estes primeiros meses de vida de vento, frio e chuva, não tem sido sempre fácil ou sequer aconselhável sair.
Mas é possível!! Aventurem-se :)

Sair com companhia é melhor!! E assim já saímos varias vezes para jantar fora em restaurantes, casa de familiares e amigos.
No saco das fraldas é só acrescentar biberões esterilizados, pó do leite. Podem levar agua fervida no termo, ou pedir que vos arranjem água fervida no sítio para onde vão. Tudo se faz :)

Ainda não dormimos fora de casa com elas... mas vai estar para breve!! Ai ai... aí é que vai ser! Levar a casa atrás... enfim! Veremos :)

26 março, 2017

Fraldas

Sim.
Muita fralda se gasta cá em casa. Os números são verdadeiros... e sinceramente não percebo ainda porque há pessoas que dizem - Não faças stock de fraldas! Eles crescem rápido.
Stock digo que comprei cerca de 15 pacotes de fraldas entre o tamanho 0 e 1, ainda antes de elas nascerem. Posso dizer que não duraram um mês.
Atenção que as opiniões expressas em baixo são as de uma mãe de duas bebés com 2 meses e meio, e que só usou fraldas dos tamanhos 0,1 e 2 até ao momento!!

MARCAS
Na altura da gravidez comprei várias marcas para experimentar: Dodot Sensitive, Libero, Chicco, Continente, Jumbo e Pingo Doce.
Aos dois meses de vida das minhas bebés, posso dizer que as minhas fraldas preferidas são as da Dodot. Basta experimentar para perceber que são as melhores em qualidade: os elásticos, os fechos, a absorção, o toque... esqueçam!  Não encontram nada melhor. Felizmente as minhas filhas não fazem alergia a esta marca, que considero mesmo muito superior às restantes.
Nota 0 vai para as fraldas da marca Jumbo: esqueçam! Fecham mal, deixam os rabinhos húmidos, são finas... e também para a Chicco. Porquê? Acho que principalmente porque me desiludiu a marca... antes de engravidar pensava que a Chicco era o melhor que havia para bebé... Agora que tenho filhos, e começo a usar alguns produtos da marca, vejo que, na maioria das vezes, há produtos bem melhores de outras marcas.
Voltando às fraldas da Chicco, acho que não são nada de especial, ficando ao nível das fraldas Pingo Doce, Continente e Libero, que são fraldas boas. Pelo preço não compensam mesmo.
As fraldas Pingo Doce, Continente e Libero são boas. Usaria novamente estas marcas, caso não haja Dodot em promoção e eu precise de fraldas...

TAMANHOS
E sim, com gémeos comprei várias vezes fraldas tamanho 0. E sim, compensa. Compensa porque são mais baratas, e porque se ajustam mesmo bem ao tamanho deles.
Então é assim... as fraldas Dodot Sensitive organizam-se nos tamanhos:
T0 - até 3 kg
T1 - 2 a 5kg
T2 - 3 a 6kg
Até ao T3 eles consideram todas fraldas de Recém-Nascido. Isto porque cada bebé é um, e tem o seu tipo de corpo. Há sempre ali aquela margem de manobra entre os kg. Neste momento a minha M. pesa 3,5kg e usa as mesmas fraldas da irmã com 4,5kg, o T2. Claro que a M. usava o T1 à vontade, mas acabaram aqui em casa, e como apanhei óptimas promoções do T2, as duas estão a usar este tamanho.

QUANTAS FRALDAS SE GASTAM?
Sempre que comem, mudamos a fralda. Esse é o princípio. Assim, nos primeiros tempos eram 8 fraldas por dia, e agora seriam 6 a 7 fraldas por dia. Fora as vezes que elas fazem coco mesmo quando estamos a fechar a fralda nova....
Portanto, nesta fase cerca de 12/14 fraldas por dia... Querem mesmo fazer mais contas?

ONDE COMPRAR?
Resposta óbvia - onde estiverem em promoção. Aconselho a visitarem os sites dos diferentes hiper e supermercados regularmente - Jumbo, Continente, Pingo Doce, Lidl, E.Leclerc, etc.
Por várias vezes comprei também no site da Bebitus, onde se arranjam excelentes promoções (tenham só atenção aos valores dos portes!!).

21 março, 2017

Keep in Mind.

DORMIR É MEIO SUSTENTO.

Sim,... isto anda bonito!
Já me tornei adepta dos ditados populares e tudo!... Não é que estas meninas se recusem a comer na totalidade... elas comem, mas só e apenas o que lhes apetece. Depois é cá um fecha a boca... meu deus!!

Não comem como as bebés da idade delas, nem tão pouco o que vem na lata, nem o que está preconizado para o seu peso (ver aqui).

Comem aquilo que lhes apetece no momento, e azar para o resto! Nós já compramos 3 leites diferentes, e (quase) todos os biberões do mercado... Não há nada a fazer.
Elas não choram com fome, e andam genericamente felizes! Riem, já querem palrar, dormem, adoram o banho.
Comer deve ser só para sobreviver.

E como dormem muito... e dormem bem,... não deve ser nada... lá está, dormir é meio sustento!

Acho que é mesmo só a mãe que já vive com medo-pânico-terror da balança do centro de saúde...
Haja Deus!!