28 fevereiro, 2019

Atualização da tala

A M. tem-se portado melhor que muita gente grande neste processo todo!
Já vamos com mais de 2 semanas de tala e ela ainda se aguenta.

Não vou dizer que tem sido fácil. Principalmente para ela.
Já sabe que vai tirar a tala ao hospital, e quando perguntamos o que quer fazer quando tirar a tala diz "correr".

Diz com frequência " A M. não consegue andar" (principalmente quando me vê montar o carrinho para sairmos de casa, ou quando a ponho e tiro do carro). E eu digo, mas é só mais uns dias. (Dias... que termo mais abstrato para uma criança de 2 anos... mas como explicar?).
Digo que depois vamos à médica, que ela sabe tirar a tala e que depois pode andar.

Também gosta muito de mostrar que tem uma "perna boa". Um amor.

Mexe-se com bastante à vontade. Deve sentir-se bastante frustrada, de não conseguir explorar o mundo como fazia, mas não o mostra.
Tento ter toda a paciência do mundo quando pede colo para andar a ver as mesas e prateleiras e mexer em todo o lado... mas não é fácil.

Já estamos umas pró em banhos! É só por película aderente em toda a perna. Saco de lixo por cima, atado levemente com elástico do cabelo. Não entra nem uma gota :)
Toma banho de chuveiro, e apesar de não ter gostado das primeiras vezes, agora já está completamente à vontade.

Acho que lhe custa não por sapatos. Há dias em que ainda lhe calço um sapato. Mas para se arrastar no chão, a melhor opção ainda são as meias antiderrapantes (para as quais atualizei o stock - benditos saldos!).

O resto tento fazer com que se sinta normal em todo o lado. Começar a ir a escola ajudou muito - ficou em casa na primeira semana.
Quando vamos ao parque tiro-a do carrinho e ando com ela ao colo para ela explorar os baloiços e a casinha. Tiro-a do carrinho sempre que possível.

A C. nem sempre é a pessoa mais colaborativa, pedindo colo quando pego na irmã, ou não percebendo que não pode ir no carrinho da irmã (porque não quer andar no carrinho de gémeos). Se ando com a M. no carrinho bengala, ela acha que eu deveria levar um carrinho bengala para cada uma... Coragem!
Lá lhe explico que me pode ajudar a empurrar o carrinho, que lhe posso dar a mão, e que ela pode andar, e a M. não...
Mas não sabe viver sem ela...

E já temos data para tirar a tala, ou seja, data para nova consulta de ortopedia, novos raio-x, e esperemos, a retirada da tala sem quais quer consequências - 7 de março! 3 semanas e 3 dias de tala.

27 fevereiro, 2019

O que não mata, mas mói...

Muitos eventos na vida nos põem a pensar sobre o que realmente é importante.
Se estamos a fazer um bom trabalho, se estamos a preparar bem o futuro, se estamos a acautelar todos os perigos.

Início hoje o que espero venham a ser um pouco das minhas reflexões sobre a parentalidade. Essa coisa que não nos mata, mas que mói.
(não espero que os posts sejam todos assim pesados... às vezes só ideias, às vezes umas dúvidas...)
Mói muito...

Dou por mim na rua a olhar para outras pessoas, e a pensar como criam os filhos. Como se organizam? Como tomam as suas decisões? Se estarão tranquilas com as suas decisões?
Se as minhas opções serão mais seguras que as delas?
Grrr... já sei que cada realidade é uma, e que cada um de nós se deve organizar e gerir dentro de cada realidade.

Mas enquanto mãe, e estando neste momento sozinha, dou por mim a pensar muitas vezes que raio de coisa estou a construir.

A Pediatra dizia-me noutro dia, que devemos acautelar o facto de, por estarmos divorciados, devermos ter cuidado com a sobreproteção das crianças. E ela tem toda a razão.
Como não as vejo todos os dias, tenho tendência a valorizar mais, mimar mais, proteger de mais. Fico a pensar se isso será uma coisa má... Não tenho uma resposta.

Sei que é do caraças para a minha organização pessoal, profissional e afectiva. É o que me custa mais. Não as ter todos os dias para mim.
Viver as suas dores e alegrias todos os dias foi aquilo para que me alistei quando decidi ser mãe. Dou por mim a pensar se sou menos mãe por isso.
Com certeza não me preocupo menos!! Só se for mais... constantemente agarrada ao telefone para saber se estão bem.

Quando irá parar este questionamento:
estou a fazer a diversificação alimentar de forma correta?
Devia dar-lhes ostras (exemplo super parvo ok.. só para perceberem!)
Devia comprar mais puzzles e jogos complexos?
Devia fazer outras brincadeiras?
Devia cortar radicalmente com a tv?
Devia ser menos rigida com as sestas e hora de ir dormir? Ou devia ser mais rigida? (miudos na cama as 21:00 é algo que ainda não consegui fazer!)

Como é que eu sei se estou a fazer as coisas certas?!

E, como lidar com as perguntas sobre a separação? Da parte delas é claro. Já perguntam, com frequência: "Hoje mamã?" Para confirmar se vão ficar comigo nesse dia, ou se irão estar com o pai. E como saber se estão a crescer seguras neste ambiente partilhado? (será que escolhemos o esquema certo para esta idade?)
Faço os meus possíveis para explicar tudo, e integrar a figura paterna nas rotinas, sempre que relevante. Converso e explico bastante.
Mas dado que só têm 2 anos, será que estão a crescer seguras? Confiantes?
Verdade que elas já conhecem esta realidade desde os 8 meses... mas não posso deixar de me questionar.

Não tenho respostas.
Talvez vá tendo ao longo do tempo.
Sintam-se livres de comentar, e/ou de se juntar a mim nestas deambulações.


14 fevereiro, 2019

Pá p#*?%&&! que o P&%$#$

E pronto. É este o mood da semana.
Não é melodramático nem porque é que isto me acontece  só a mim!!

Mas não é que a minha mais querida M. de seus 2 anos e 1 mês me foi partir o perónio!!! O perónio! Osso da perna, neste caso a esquerda, mesmo junto ao calcanhar.
Não é bem partido, disse a médica, é uma físsura. FISSURA!! Como se isso nos evitasse a tala de 3 semanas, uma gémea sem poder andar ou pôr-se em pé... Deslocar-se. COM 2 ANOS!!! E a minha miúda mais eléctrica e mamãdependente....

Voltamos ao colo e ao carrinho.
Começamos com as explicações (a ela e a todos os outros), e os banhos ginasticados.

CORAGEM AMIGOS!!!

Para além de toda a logística já existente com gémeos, moro num duplex, elas andam numa creche, e eu e o pai estamos separados. Ah! E é inverno, pelo que toca de agasalhar a criança.

Pronto.
Agora vou parar com o drama, e passar às explicações.

Corria o belo dia 11 de fevereiro de 2019, logo após o almoço, a M. quis ir buscar um ó-ó ao quarto, pelo que subiu e desceu as escadas, devidamente acompanhada pela nossa Cristina. Ao descer o último degrau, fez uma cara de susto e começou a chorar. Diz que doía a por o pé no chão.
Achei que era sono a mais, e algum mimo - estavam em casa numa segunda feira porque a C. tinha febre, e estavam as duas com muita tosse e ranho.
Dormida a sesta, a M. estava bem disposta, mas continuava a recusar por o pé no chão. Brincava, comia, estava em pé, parada, mas andar nada. Não chorava, mas dizia doi-doi.

Pronto, depois de sair do médico (CPJC) com a C., fui para o Pediátrico... 4 horas de espera, e 2 horas de exames, e saimos com este belo diagnóstico.

E querem saber? Estou orgulhosa da minha M. Mas mesmo muito orgulhosa... Ela tem lidado super bem com a situação.
Uma menina feliz, brincalhona. Que só me parte o coração quando diz "A M. não consegue andar" e eu respondo, pois não, mas é só uns dias, até passar.
Muito raramente lá sai um "Tira mamã" a apontar para a tala... lá lhe explico que não sei tirar. Tem que ser a médica no hospital. E ela volta ao seu estado feliz. Gosta muito de mexer na perna saudável, e de nos mostrar como está funcional essa sua perna! Como aquela funciona.
Arranjamos-lhe calças, e umas meias mais grossas, antiderrapantes, com minnies, e brilhantes, e ela anda feliz.
Estou tão orgulhosa dela. Como é ela que ainda nos ensina a lidar bem com tudo isto.
Pede colo para tudo (como não podia deixar de ser), mas aceita lindamente andar no carrinho, e esperar que a vamos buscar,. E dorme lindamente na caminha dela. Um orgulho mesmo.

Depois temos a gémea C. que está de longe a observar tudo... e anda intratável e impossível de aturar. Birras para tudo, a entrar em conflito com a irmã muitas vezes, a querer tudo o que a irmã tem...
Não é possível estar sozinha com as duas. É um desespero mesmo!!
Alguém que tenha passado pelo mesmo?
Alguma dica?

Espero que seja só estes primeiros dias... vou desesperar com esta logistica, e uma gémea tão difícil neste momento...

17 dezembro, 2018

M. 23 meses

Mimi de sua mãe. Ou Mimia, depende dos dias.
Uma menina despachada, um furacãozinho dos bons.

Começou a andar aos 16 meses, sendo que sempre gatinhou tudo com rapidez.Adora tretar a bancos e cadeiras, e foi a primeira a por-se em pé na cama, e na cadeira de comer. É ágil, e gosta muito de dançar.
Qualquer música dá!
Subir e descer escadas "a pé" são o desafio do momento, e gosta de fazer tudo "sozinha".
Ultimamente adora falar ao telefone. e imitar tudo o que faço no telefone.

É arrumada, organizada, mesmo nas suas brincadeiras. Tudo tem lá a sua maneira de ser. Gosta de ver tudo no seu lugar.
E não é cá nada de texturas estranhas, tanto nas brincadeiras exteriores, como na alimentação.
Dificilmente mete as mãos na lama, ou experimenta algo diferente. É tudo na pontinha dos dedos, ou da língua, e rapidamente diz "tá sujo" ou "não gosta".

É mesmo uma menina linda. Cabelinhos claros, com uns caracolinhos nas pontas, e olhos castanhos escuros. Uma bonequinha.
É magricelas, mas está a ficar maciça.

É fã de leite! Nas comidas, os salgados são o seu forte. Mas é genericamente muito pisca para comer... Fruta passada adora!

Fala pelos cotovelos. Faz frases com muita facilidade.  "Tota não empurra mimi" "Anda tota mamã" "Mamã baixo mimi colo". Canta os parabéns e o Naquela linda manhã.
Felizmente a conversar nos entendemos. Percebem tudo o que lhes digo, o que é muito bom.

Gosta de andar a empurrar os andadores aqui por casa, gosta de histórias, e de servir chá. Anda sempre de ganchinho na cabeça. E a sua chupeta e o seu ó-ó são a sua imagem de marca.

Digo que vai controladora de qualidade, pois as fraldas que temos, algumas são de algodão macio, e outras de algodão mais áspero. Não nos podemos enganar na entrega, diz logo "outo ó-ó, êti não".
E tudo "é meu".

Gosta de adormecer ao colo... o que já vem da nossa história de longa data. Mas como agora (desde os 14meses) adormecem deitadas na minha cama, digo-lhe que não sei dar ao colo deitada. Então aninha-se toda a mim, e gosta de festinhas na cabeça.
Mais facilmente acorda de noite, e quer colo (o que acaba por significar ir dormir cmg o retso da noite, sejam 2hr, 3hr ou 6hr), ou quer leitinho (aqui há correlação direta com a qualidade do jantar do dia anterior).

É uma miúda mais reservada. Mas o miminho da mãe. Uma boneca linda. Que não me dá descanso...
quer sempre companhia nas brincadeiras.
O amor da mãe.

10 dezembro, 2018

C. 23 meses

Tenho que começar por dizer que sou apaixonada pelas minhas duas gordinhas.

A minha C. é só assim a menina mais dengosa que conheço. Também conhecida por Tó, Tota ou Totinha.
Uma menina miminhos, que diz um "mamã" mais fofo de sempre... arrastado, mimado, que espero que fique para sempre na minha memória, acompanhado de beijinhos e muitos mimos.

Foi a mais preguiçozita para andar, começando aos 17 meses.
Agora tenta subir escadas, mas sai mesmo à mãe na preguiça e no rabo pesado.

Adora esconder-se em todo o lado, gosta de histórias, mas a sua grande paixão são os bebés. Dar colo aos nenucos, dar de comer, adormecer, cantar aos bebés... Adora... Empurrar carrinhos de bebé... enfim...

Mas é uma miúda de paixões. Tando se lhe dá para o amor, e é a primeira a agarrar a sua Mimi, como é a primeira a empurrá-la e a dizer Não.

Tem tanto de olhos lindos e grandes, como tem de safadeta. Bandida, como eu lhe chamo, e a M. também. 
É danada. Vai ser daquelas que faz tudo pela calada... portanto, igualinha a sua mãe... Tou bem feita com esta criança se não a ponho no sítio.
Se lhe levanto a voz, é choradeira na certa. Fica muito sentida... porque no fundo ela é um anjinho!...

Para comer, tem-se revelado cada vez mais seletiva, e meia esquisita. Pode ser da idade... mas a carne e peixe são um desafio. Adora bolos e docinhos. Mas não pede. Pede gogu (iogurte), pão, bolachas.

É uma preguiça também para falar. Sabe as coisas, mas se puder gemer e apontar em vez de falar, é o mais fácil. Fazemos o maior esforço para que ela diga o que quer. Mas ainda não faz pequenas frases, ou muito pouco... 

Dormir é que é bom. É praticamente um anjinho neste departamento... embora as sestas com um sono leve, pode dormir até 3hrs de sesta, e cerca de 10hr à noite, e seguidas!

Gosta de por totós na cabeça em vez dos ganchos. 
E adora transportar coisas pela casa. Andar com os seus nenucos para todo o lado.

E adora ir ao Parque. Agora, o regresso da escola é "Rua", "Páqui". E vai feliz.

07 dezembro, 2018

8 meses depois.

Faz (mais coisa, menos coisa), oito meses que não escrevo aqui regularmente.
Muitas vezes me lembro, e muitas vezes me fez falta.
Não refletir melhor, não registar, não partilhar...

Não queria ter outro ano assim... Não aconteceu propriamente nenhuma desgraça. Mas foi um ano de muitas mudanças. Muitas descobertas e aprendizagens...

Entre o meu divórcio (separação desde os 8meses das gémeas), cuidar das gémeas e acompanhar ao máximo o seu crescimento, e sair do meu trabalho de há 9 anos, não sei bem o que foi mais complicado...

Nesta fase sinto-me a pairar/marinar... queria uns dias para o tempo parar e reorganizar ideias.

As meninas estão óptimas! Quase a fazer 2 anos... e quem me dera ter começado a escrever aqui há um mês atrás! Porque agora estamos a entrar na fase das birras e eu nem quero acreditar! Há dias em que dou em doida...
Mas o balanço é só TUDO positivo! Como eu costumo dizer, é sempre a melhorar! Desde que nasceram que é só sempre a crescer esta relação entre nós. Tão boa...
Indescritível. E serem gémeas só acho que melhora tudo. Não consigo imaginar que fosse diferente esta vida...

Quero escrever sobre cada uma, e quero escrever sobre o nosso dia-a-dia.
Vamos a isso!! E voces falem-me :)

30 novembro, 2018

Carta à (filha da) minha médica

Olá... Desculpe a invasão... 
Era cliente da sua mãe, e soube hoje das notícias. Fiquei em choque. 
Nem imagino o que a família possa estar a sentir. Em mim fica um enorme vazio. Queria ter presstado homenagem à sua mae. Queria ter agradecido. Queria ter estado presente. 
Não tenho palavras para a amizade que a sua mãe mostrou. Mais que médica, mais que profissional, a sua mae foi minha mãe, amiga, conselheira. Acompanhou de perto todo o meu percurso de infertilidade e gravidez, e mesmo já não sendo a minha médica na gravidez (pq foram gémeas e fez questão de me encaminhar), esteve sempre por perto. Até no parto. 
Depois disso já pouco a vi (quase 2anos). Mas sempre a pensar... Tenho que lá ir. Não fui mais. E lamento muito. 
Guardo e guardarei para sempre a sua mãe no coração. Não esqueço o que fez por mim, o que foi para mim, mas o que vi sempre fazer pelos outros. Queria ter estado mais presente. 
Sou psicóloga, 33 anos, tenho 2 meninas. Quero deixar um abraço para si e para toda a familia. 
A sua mãe foi extraordinária na sua vida. Não duvide. 
Desculpe a minha ousadia, e se ela servir mais a mim do que a si... 
Um beijinho
PS - Estou por aqui... e espero em breve atualizar mais o espaço. Nem sei por onde começar! O que querem saber?

23 abril, 2018

E o regresso...

...é tão bom e tão confuso!
Elas passam estes dias com o pai, e depois quando eu regresso é o voltar à nossa casa, aos lugares delas, aos brinquedos, e às rotinas comigo.

Ficam felizes mas em modo dependência-total.

As duas querem a mãe, a toda a hora e para tudo. É bom! Mas altamente cansativo.

A C. das últimas viagens demorou mais de 2 semanas a recuperar... vamos lá ver como corre desta vez. Ela já é sempre muito mãe... mas pronto! Veremos...

Para mim é o matar das saudades, vê-las de repente a parecer duas meninas crescidas, cada vez menos bebés. Parecem que dão pulos cada vez que saio de casa.

Não é o ideal... estar fora tantos dias, mas é a minha vida. E vamos ter que a viver assim as 3. A aceitar e a perceber as necessidades de cada uma.
E eu sei que elas ficam bem quando não estou... simplesmente é tão difícil partir...

19 abril, 2018

being away...


Algumas vezes por ano tenho que me ausentar em trabalho...
Dias (uma semana), seguida fora do país, longe delas.

A pior parte é mesmo o dizer Adeus. Depois é só ser control-freak à distância... e o tempo vai passando, e os que ficam com elas vão tentando manter a rotina do dia-a-dia.

É difícil. E eu adoro viajar, sair, mesmo que em trabalho. Já o faço há 9 anos e por mim é para continuar.
Desde os 5 meses delas que já saí 3 vezes. É duro, não fica muito mais fácil...

Fico a desejar que elas não se ressintam comigo, e que se lembrem de mim.

*Saudades*

12 abril, 2018

Rotinas aos 15meses

15 meses acabados de fazer.
Mais engraçadas que nunca.

O trabalho (exigência) não sei... é diferente. Agora querem a nossa presença para se agarrar e começar a andar para todo o lado. Querem brincar, e querem companhia.
Começam a brincar uma com a outra e isso enche-me o coração.

As rotinas de sono estão bem estabelecidas, mas há que ter algum rigor em tudo isto. Não se iludam. Uma sesta inocente de 30 minutos de jantar é a vossa noite arruinada (ou seja, deixam de ter aquele "sossego" entre as 21:00 e a vossa hora de deitar).

A alimentação, que sempre foi um stress para mim, já está cada vez mais próxima de um normal, o que já nos deixa alguma margem nos almoços e jantares fora. Há maior variedade alimentar, embora mantenha os cuidados necessários a esta idade.

Ainda nem se pensa no largar das fraldas, mas já que falamos nisto, já se troca menos vezes de fraldas durante o dia. Agora cada vez mais fã das dodot (azuis e activity) por aguentarem melhor as noites. Mas as do pingo doce também são muito boas para o dia.
Talvez pela alimentação estar a mudar também a C. está menos presa dos intestinos, o que são óptimas notícias.

A creche é nossa amiga em todos estes processos de rotinas. Não há dúvidas...

Assim, um dia normal de creche:

08:00 - Acordar e leitinho na cama ou iogurte
09:30 - Pão  ou fruta na creche
11:30 - Almoço: sopa com proteina, 2º prato e fruta (inteira, triturada)
15:30 - Lanche: Iogurte de aromas e Pão OU Papa (alternado)
19:30 - Jantar igual ao almoço
00:00 - Leite

(se jantarem mais tarde ou almoçarem mais tarde, dou pão, bolacha, fruta no entretanto)

Aos 15 meses continuam só e apenas a beber um máximo de 150ml de leite. Nunca consegui que bebessem mais. Agora já não me choca... mas (ver posts dos meses depois de nascerem) já foi um grande stress para mim.
Estão no percentil 10 as duas, e por isso estão bem. Sempre a crescer :)

O leite que nos foi indicado pela pediatra seria um leite adaptado - Leite em Pó nº4, ou então Leite Gordo até aos dois anos. Perguntamos o que era melhor, e a pediatra disse o leite em pó. Então é esse que estão a beber para já. Sem grandes fundamentalismos. Se der jeito beber do nosso leite, já o farão.
Assim, e resumindo, beberam o leite 1 até aos 12 meses, e depois passaram para o leite 4.

Papa agora é mesmo a Cerelac normal (a que se prepara com água).

As sestas. Normalmente só fazem uma sesta por dia, depois do almoço, de cerca de 2:30/3:00. É o suficiente para elas. Ao fim-de-semana faço o mesmo... se bem que como almoçam mais tarde, acabam por vezes por estar mais rabujentas depois na hora de almoço... mas pronto.
Depois dormem bem na mesma :)

E acho que é isto... Como são os vossos? Ou eram nesta idade?


07 abril, 2018

Carrinho!!

O nosso carrinho continua a ser o maior e a dar-nos muitas felicidades!!

Podem ver os motivos da minha escolha aqui: https://ourtechbaby.blogspot.pt/2016/09/carrinhos-de-gemeos-iii-medidas-e.html?m=1
(e ali outros links de outros posts com considerações sobre outros carrinhos)

O nosso carrinho é o iCandy Peach3. E não tem um defeito para lhe pôr. Sim, é caro. Mas o caro que é compensa em comprar apenas 1 carrinho, e não estar sempre a querer trocar de carrinhos como ouço e vejo outras mães de gémeos a querer fazer.
As minhas meninas têm hoje 15 meses (vá... faltam só 3 dias para os 15 meses... não estou assim muito longe!), e usam o mesmo carrinho desde o dia em que vieram para casa.

Ponho o ovo (maxicosi) e dá para sair à rua. Ainda uso os ovos porque são o meio mais seguro de as transportar, e porque a cabeça delas ainda não passa os limites do ovo.
Desde o primeiro dia em casa que usaram as alcofas, e até para aí os 4/5meses, usavam sempre para as sestas.
Inclusivamente cheguei a sair de casa com as duas nas alcofas no carrinho, porque cabiam perfeitamente no elevador!! E elas iam deitadinhas confortáveis, e eu ia apanhar ar, tomar café, e fazer umas comprinhas.

Depois dos 5 meses, e quando começaram a sentar-se, comecei a pô-las nas cadeiras do carrinho. Desde que não fosse andar de carro e não precisasse dos ovinhos, ou então fosse dar passeios maiores, ponho as cadeiras e toca a andar.
Vão felizes e confortáveis.

O carrinho é super compacto. Não é super leve, mas também não é isso que lhes dá estrutura... e eu não ando propriamente com o carrinho na mão. Eu empurro o carrinho... e aí o que pesa são elas ;)

Posso dizer que todos os dias monto e desmonto o carrinho para as levar para a creche, e que funciona impecável.
Inclusivamente já me deram um carrinho lado a lado da chicco, e eu não gosto nada. Super difícil de manobrar, pesado, e largo! Não cabe em lado nenhum.

Eu dei prioridade à minha independência desde o dia 0. E não tenho qualquer dúvida que este carrinho não me deixa ficar mal. Sozinha faço tudo, passo em todo o lado, entro em qualquer elevador, passo em qualquer porta. É o carrinho de um bebé. Dificilmente as pessoas se apercebem que levo comigo 2 bebés... é sempre um fator surpresa :)

Este é o meu ponto de situação, com 15 meses de utilização... mas vou dando notícias :)

(PS - quase parece um post patrocinado!! Só que não.)

04 abril, 2018

O amor cresce.

Não imaginava que o amor podia crescer. Ao início imaginava-me com elas pequeninas para sempre. Mas agora vejo a piada que tem vê-las crescer e interagir - C. é bom?, E aquela resposta de abanar a cabeça.... oh meu deus!!

Sempre pensei que crianças com 1 ano já não eram bebés. 
Que já teriam rotinas estabelecidas nessa idade. Que o sono era contínuo, que a alimentação era serena... era só ensiná-los a andar. E eu vivi com crianças por perto desde pequena.

Agora rio-me de mim própria.
Ok.. não é clichê. Eles são bebés para sempre. Não há isso de datas certas para nada: nem para comer, nem para andar, nem para ter sonos certos. Há dias. Isso sim. Dias bons e dias menos bons. Há dias em que estão doentes, e há dias terríveis.

Eles têm o seu próprio ritmo. 
E eu com dois bebés gémeos vejo exatamente isso. E como são diferentes desde que nasceram... (basta ver os posts para trás). Não interessa se nasceram da mesma barriga, no mesmo dia, se comem a mesma coisa, se têm os mesmos pais, e o mesmo ritmo... 

Os cuidados continuam a ser os mesmos, e as preocupações também. Já me imagino com elas com 10 anos e eu a stressar a pensar se comeram e se têm fome. 
Acho que quando nasce uma mãe, fica formatada para estes pensamentos...
Mesmo sabendo que eles estão bem.

Nada a fazer! Elas crescem, e nós também.
Nós aprendemos a ser mais práticos, mais resilientes, mais relaxados, a tentar aproveitar o melhor.
E eles aprendem a dar-nos a volta. (e a ser fofos!!)


02 abril, 2018

E aos 14 meses e meio...

... posso dizer que a minha M. deixou os biberões a meio da noite!
[palmadinhas nas costas para mim]

Estive à espera para ver se era um anúncio sólido.... mas parece que sim!
Já desde os ultimos dias com 13 meses que começou a dormir seguido.
Ainda dou (às duas) leite à meia-noite. Mas elas bebem a dormir.
Dormem desde as 21:30 até mais ou menos às 08:00.

Weeeee :)

29 março, 2018

Vida Real.

E depois há dias como ontem e hoje.
Adormeci exausta no sofá depois de as deitar (22:30 quando a minha rebeldinha lá adormeceu). Acordei às 04:30 com um gemido... Alguém não tinha bebido o seu leitinho à meia noite.
Dei o leite, e refugiei-me na minha cama.
Acordei novamente às 08:00 (e o despertador?!) com a C. a começar a refilar.

Em teoria devo sair de casa às 08:30 para conseguir estar às 09:00 no trabalho...

A correr, sem banho, sem demoras, conseguimos sair de casa às 08:45.
Às 9:10 estava ao serviço.

E a vida corre...

O Berçário.

Olhar de desconfiança. Olhar trágico.
Esgar de sorriso de lado.

"Tem que ser não é?"; "Com esta idade?"; "Vão ficar bem."; "Vai ser mais difícil para ti do que para elas".

(notas do que uma mãe ouve e passa quando as filhas vão para a Creche aos 8 meses)
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Primeiro que tudo - arranjar lugar para 2 meninas gémeas numa creche que é IPSS é logo motivo de Prémio Mãe do Ano!!
Só isto é significado de atenção, preocupação, gestão, e dedicação pura às nossas crianças.
Ainda elas estavam na minha barriga, com cerca de 22 semanas, e já estavam inscritas em várias IPSS... não fosse o diabo tecê-las. E posso dizer-vos que foi por pouco, e lá conseguimos vaga numa das mais conceituadas creches da cidade.
Beijinho no ombro! ;)

Segundo - meus caros... quem me conhece (e me segue) sabe que eu nasci para isto de ser mãe. Eu adoro crianças, adoro a ideia de mimar, educar, ensinar, acompanhar, brincar, crescer, e criar laços. Isto sou eu.
Mas não invalida que a vida não me seja igualmente satisfatória noutros campos, e nos quais eu não vou deixar de investir: sejam eles família, amor romântico (embora nessa área a coisa esteja parada); trabalho (muiiiiiittttoooooo), amigos, culinária e viagens.
E ser mãe também é deixá-los aprender, crescer e socializar. Não estou a abandonar as crianças, nem a deixá-las mal. Estariam melhor comigo?? Eu acho que não. Para uma mãe se sentir completa, precisa de outras componentes da vida satisfeitas. Acredito que sou melhor mãe se me sentir realizada noutras àreas da vida pessoal.

Terceiro - Adorei estar com as minhas filhas durante 8 meses em casa a tempo inteiro (vé... lá ir tomar um café com amigas, jantar ou ir à manicure de vez em quando também foi bom!). Mas se soubesse o que sei hoje, ainda tinha aproveitado os 30 dias que já não gozei da Licença Parental Alargada. Nem percebo como não se aproveita este tempo, Tenho que dizer que como as minhas nasceram em janeiro, e entraram para a creche em Setembro, foi ouro sobre azul poder usar destas licenças todas. Mas como digo, teria ficado o mês todo de setembro em casa, se não tivesse sido burra (pressionada para voltar ao trabalho...).

Quarto - Não, elas não vão apanhar todas as doenças do mercado. Claro que depende de bebé para bebé... mas as minhas filhas não passam a vida em casa. Aliás, conto pelos dedos de uma mão as vezes que ficaram em casa... A maior parte das vezes porque temos felizmente a Cristina que pode ficar com elas, e ficam por excesso de zelo da mãe (e da avó), e para recuperarem a 100% da tosse ou do ranho. Virus que eu tenha identificado que apanhassem da escola (que implicasse febre e ficar em casa), acho que foi só um. E elas já estão na creche há 7 meses.

Quinto - Descobrimos pessoas maravilhosas. Temos prendas dos meninos no natal e em dias festivos. Descobrimos outros pais com as mesmas dúvidas que nós, mas também com as mesmas necessidades.

Sexto e último - Não se desenganem... vão andar a contar os minutos para os ir buscar. E cada minuto que passa da hora em que previram ir buscá-los, vão parecer facadas no coração. Mas depois tudo passa...
Vão aprender mais sobre eles, e sobre vocês próprios.

28 março, 2018

Elas! (quase 15meses)

Tenho estado ausente mas nem por isso menoa ativa na maternidade!
Aliás, muito muito ativa!!

Fico espantada com as competências que as meninas ganham de dia para dia... Estão tão crescidas!!
A M. sempre mais despachada! Quase já anda. Agarrada a tudo, gatinha com imensa rapidez, põe-se de pé sem apoio, equilibra-se bem de joelhos. E está super engraçada. É uma bebé com piada! Super bem disposta, desafia-nos sempre para brincar e ri-se às bandeiras despregadas com qualquer parvoíce.
É muito exigente. Continua a ser mais difícil para adormecer. Mas já dorme até às 06:00/07:00 sem problemas! Só com o leitinho à meia noite que bebe sem acordar.

A C. é mais um bebé miminhos. Quer colo, é mãe-dependente. É um docinho de meiga. Com toda a gente, e em especial com a M.
Na rua faz as delícias de todas as pessoas com um sorriso e um olá muito fáceis. Come super bem e é uma delícia para adormecer.
Adora uns bons miminhos e quando se ri às gargalhadas é de derreter qualquer presente!

Juntas enchem-me o coração.
Não vivo para elas, e a minha vida tem sentido para além da maternidade. Mas não haja dúvidas que são o meu mais-que-tudo, a minha prioridade acima de todas as coisas, o meu amor maior (e o mais pequenino também).

Dão trabalho, esgotam-me as pernas, os braços, a carteira e a cabeça. Mas não queria viver sem elas nem um segundo.
São a melhor parte do meu dia.